ABL JUNTOS

Ser pai

Discute-se muito hoje sobre a paternidade biológica, pelo DNA, mas a paternidade ética e emocional está fora da agenda neste mundo louco – imediatista, hedonista e alienado. O que é ser pai? Gostaria de repartir com você o significado que achei nas três letras que formam este substantivo.

PRESENTE.  O pai é um presente de Deus. Aliás, sem o pai os filhos não existem. Também, não seria pai sem filhos. Além de ser um presente, uma dádiva de Deus, o pai deve estar presente na vida dos filhos. Há muitos pais ausentes. A presença do pai traz segurança. Ela é uma presença educadora, provedora e protetora. O pai é colocado por Deus como alguém que tem autoridade. “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.1-3).

Tal pai, tal filho

Esta é uma expressão usual para significar que os filhos são uma espécie de espelho daquilo que os pais são, isto é, os filhos reproduzem basicamente o comportamento e as atitudes que aprendem dos pais e que observam neles. Vendo o filho, vê-se seu pai. O pai, a figura masculina, é modelo de poderosa influência na vida dos filhos por sua posição de líder e provedor do lar. Por essa razão ele precisa ter muito cuidado em seu falar e agir, dentro e fora de casa.

Resumidamente, há três maneiras de influenciar os filhos sobre as quais o pai deve ter muita atenção, sendo a primeira delas o exemplo. Em 1Reis 9.1-5, o Senhor promete a Salomão que se ele andar como Davi, seu pai, com ”integridade de coração e retidão”, abençoará seu governo e sua descendência. E nos dois livros de Reis, o que vemos é sempre o exemplo de Davi sendo usado como padrão de comportamento. Se você for mentiroso, seu filho será mentiroso; se for honesto, ele será honesto, se amar o próximo, ele também amará, e assim por diante.    

O pai ideal

A figura do pai é importantíssima. Tanto que todas as pessoas que foram criadas sem a presença do pai têm aquilo que alguns chamam de “saudade do pai”. Por outro lado, aqueles cujo pai era (ou é) tirano - do tipo “carrasco” - têm sérios problemas de ressentimento com respeito à figura do pai. 

Há vários tipos de pais. Existe o pai biológico, que apenas cumpre seu papel de fecundador e às vezes nem é conhecido pelo filho. Em lugar desse, há o pai adotivo, que cria o filho desde os primeiros momentos, e por isso torna-se o verdadeiro pai. Existe também o pai emprestado, que geralmente é um parente muito mais participativo na vida do filho do que o próprio pai, e isso por razões até justificáveis, como, por exemplo, quando o verdadeiro pai é incapaz fisicamente. 

Temos também o pai postiço, fruto dos divórcios; nesse caso arma-se quase sempre uma confusão na mente do filho, pois o verdadeiro pai não é o que está em casa. Há o pai ausente, que todo dia vem para casa, sustenta a família, mas relaciona-se muito pouco com os filhos, geralmente o mínimo necessário. 

Princípios para um ministério aprovado por Deus

Parece que perdemos o rumo, que falta um norte, uma indicação segura de como proceder – do lado dos pastores, e de como avaliar – do lado das ovelhas. Infelizmente, mais uma vez, como em outras questões, temos abandonado a nossa regra de fé e prática para adotar critérios humanos. 

As igrejas passaram a escolher seus pastores a partir de um perfil estabelecido segundo exigências carnais, tais como formação acadêmica, capacidade de articulação política e social, encanto pessoal, indicações e influências de terceiros, currículo, etc. (e os pastores também passaram a pautar-se por este modelo). Mas se quisermos voltar para a Bíblia, os princípios para um ministério aprovado por Deus estão lá. E nenhuma passagem resume mais adequadamente esses parâmetros do que I Pedro 5:1-9. É um roteiro básico de quatro pontos que, se obedecidos, levarão o pastor a receber a sua imarcescível coroa de glória, quando se manifestar o sumo Pastor – Jesus. Vejamos quais são tais princípios.


I. Para ser um ministro aprovado por Deus é preciso ter o sentimento correto.

A primeira parte do v. 2, de I Pd. 5, diz: “Cuidem do rebanho de Deus de quem vocês são pastores, e façam-no, não sob compulsão, mas por livre vontade, assim como Deus o faria.” Esta é a versão da New English Bible, da qual gosto muito porque adotou uma das possibilidades de tradução – para mim a melhor – da expressão grega kata theon (como Deus o faria). Paulo dizia que, como pastor, era constrangido apenas pelo amor de Cristo (II Co.5:14).

Templo do Espírito Santo

“Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?” (1Coríntios 6.19 – NTLH).

A Bíblia é muito clara em seu ensino de que o ser humano é uma unidade indivisível. Quando pensamos em uma pessoa, mesmo depois de morta, não a separamos de seu corpo. Sua personalida-de inclui o corpo, a alma e o espírito. Mas prevalece no mundo a ideia de que o corpo é apenas a “embalagem” da alma, ideia bastante conveniente aos que desejam praticar todo tipo de erros, desde imoralidade sexual a vícios e abusos do corpo.

Essa mentalidade também levou nossa sociedade a uma “cultura do corpo”, que envolve várias práticas, como tatuagem, piercing, longas horas de exercício para modelagem física, regimes alimentares inadequados, bulimia, etc. Levou também à prática de esportes que envolvem a força corporal, a luta violenta ou a agressão pura e simples. Isso sem falar na exibição diuturna dos corpos nas ruas e na mídia, onde as pessoas são avaliadas pela sua forma física e não por sua personalidade.

Três erros de um GIGANTE

Golias era um gigante terrível. Era um filisteu de Gate, que media 2 metros e 92 centímetros de altura. Só a sua armadura pesava 57 quilos (talvez, o peso do próprio Davi). E só a ponta da sua lança pesava 11 quilos. Além disso, era um guerreiro treinado e experiente. Um mercenário acostumado a trucidar oponentes no campo de batalha. Assustador!

E apesar de tudo isso, Golias foi derrotado por um jovem de fé, chamado Davi…

Ainda hoje, gigantes terríveis se levantam contra nós. Pare por um instante e pense: Qual é o nome do seu gigante? Quem é o adversário que se levanta contra você? Qual é o problema que tira a sua paz? Seja quem for o seu gigante, ele será derrotado, porque está cometendo erros que acabarão por levá-lo ao chão… os mesmos erros que Golias cometeu!

1) GOLIAS PENSOU QUE DAVI PODIA SER AMALDIÇOADO

De acordo com a Bíblia, o gigante Golias, a fim de derrotar o seu adversário, “pelos seus deuses amaldiçoou a Davi” (vs. 42-44). Esse foi o primeiro erro do filisteu. Ele tinha uma aliança com as forças do mal, e estava habituado a lançar pragas contra seus inimigos como parte da estratégia. Mas com Davi aquilo não iria funcionar. Porque Davi era um servo de Deus, e os servos de Deus estão guardados pelo Senhor.