Deus quer que sejamos diferentes, não esquisitos - Pr. Luiz Sayão

Há alguns anos, no interior do estado do Tocantins, aproximei-me de um senhor e puxei conversa com o cidadão de média estatura, moreno e já passado dos 40 anos de idade. Procurando compartilhar com ele o evangelho, comecei a falar do amor de Deus, da pessoa de Cristo, do plano de salvação, quando ele me interrompeu e me encarou, e, carrancudo, perguntou-me: “Você é crente?”. 

E logo depois de minha resposta afirmativa, ele prosseguiu: “Mas, você bebe café?”. Quando respondi que sim, o homem esbravejou: “Então você não é crente coisa nenhuma, porque o crente que é crente mesmo nem café não bebe!” Nunca mais esqueci aquela experiência inesperada, intrigante e triste.

Por que será que tantas pessoas têm tal ideia dos cristãos evangélicos? De onde procede tal perspectiva? Apesar das caricaturas injustas dos evangélicos disseminadas atualmente, parte dessa imagem estranha vêm dos próprios “crentes”. Muitas vezes, porém, tais comportamentos extremistas procedem de pessoas sinceras e que amam a Deus. Como entender tal situação?

Generosidade - Pr. Oswaldo Jacob

Generosidade é a capacidade intrínseca de doar, ofertar, ajudar, investir, socorrer nos momentos difíceis da vida. A pessoa generosa tem prazer em servir com o seu trabalho e seus recursos financeiros. O samaritano foi generoso com aquele judeu caído na estrada de Jerusalém a Jericó, vítima de salteadores, enquanto o levita e o sacerdote, ambos judeus, religiosos, haviam deixado o homem caído, sem socorro (Lc 10.25-37). Barnabé agiu com generosidade ao doar o dinheiro do seu terreno vendido, colocando-o aos pés dos apóstolos (At 4.36,37). As igrejas da Macedônia foram pródigas em ajudar as igrejas coirmãs na Judéia, durante a terrível seca que assolava a região (2 Co 8 e 9).

A generosidade é fruto de um coração desapegado das coisas materiais. De um coração liberto da volúpia do ter, da escravidão dos bens terrenos. Ela é fruto de um coração quebrantado e contrito, desprovido de ganância e sovinice. Coração cujo centro é o Senhor Jesus Cristo. O centurião de Cafarnaum (Mt 8.5-13; Lc 7.1-10); e o centurião Cornélio (At 10.1,2), foram homens muito generosos e admirados por suas respectivas comunidades. Jesus curou o servo do centurião de Cafarnaum e salvou Cornélio. As pessoas generosas são abençoadas por Deus.

Ser generoso ou generosa significa oferecer o coração antes da ação. Antes de ajudar alguém, o coração já está predisposto à graça de dar, uma característica da pessoa regenerada, nascida de novo.

O mundo não era digno dele - Pr. Sylvio Macri

Acabo de ler o capítulo 11 da Carta aos Hebreus, o capítulo da grande nuvem testemunhas, também chamadas de heróis da fé. Como de outras vezes que o li, novamente me chamou a atenção o fato de o autor afirmar no v.38 que “o mundo não era digno dessas pessoas.” Isto é, pela fé esses nossos irmãos do passado adquiriram uma dignidade que o mundo não lhes pôde oferecer.

De fato, do ponto de vista meramente mundano, Abraão era apenas um hebreu errante, que confiou na promessa de uma possessão terrena e jamais a alcançou. Como diz Estêvão em seu famoso sermão, Deus o tirou de Harã e o levou de lugar em lugar, mas “não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé” (At.7.5). Somente depois de quatro séculos é que sua descendência recebeu essa terra prometida.

Do ponto de vista mundano, Noé era apenas um louco que do nada resolveu construir um navio enorme, por supostamente ter ouvido de Deus um aviso de que o mundo sofreria um dilúvio terrível e destruidor.

Pesadelos - Pr. Israel Belo

Sonhei que eu era Deus.

Acho que foi um pesadelo, porque logo me vi em dificuldades com tantas orações que chegavam, de muitos lugares, ao mesmo tempo, em vários idiomas.

Eu fui firme.

Logo, um moço alto, moreno, falando com muita desenvoltura, começou a orar. Ele me fez um monte de elogios, mas, logo em seguida, desenrolou uma lista interminável de pedidos. Ele pedia por si mesmo; no máximo, por um amigo próximo. Achei o rapaz muito egoísta e nem ouvi o resto.

Depois, outro rapaz, baixo e claro, um pouco barrigudo, me pediu para que eu o livrasse de uma situação em que se metera. Ele até reconheceu que errara e que estava na pior por sua culpa. Seu argumento foi terrível: "Sei não ouvi os conselhos que escutei. Eram todos repetidos e chatos. Mas eu sei que o Senhor é gracioso e te peço que, em nome de Jesus, o Senhor resolva este problema. Amém!". Não dei a mínima. Deixei as regras e ele as ignorou. Ou resolve ele mesmo ou aprende a me levar a sério.

A nossa vulnerabilidade e as consequências da queda moral_ Por Pr. Oswaldo Jacob

Na condição de líderes, somos vulneráveis como qualquer outra pessoa. Tiago, referindo-se ao profeta Elias, diz: “Elias, sujeito às mesmas paixões que nós”, sendo humano como nós, orou (5.17).  Desde a desobediência dos nossos pais no princípio da Criação, somos sujeitos à queda, a cairmos diante de qualquer tentação. 

A natureza humana que ainda está em nós trabalha diariamente contra o Espírito em nosso espírito para que não façamos a vontade de Deus (Gl 5.16,17). O rei Davi não suportou a pressão da sua carne ou natureza humana diante da sensualidade de Batseba. Creio que não foi simplesmente o primeiro olhar. Como precisamos ter cuidado com os nossos olhos, com a sua concupiscência e com a soberba da vida (1 João 2.16). Nós somos tentados a todo instante. 

O nosso inimigo é implacável e conhece muito bem as nossas fraquezas. Jesus disse que o diabo veio para matar, roubar e destruir (João 10.10). É muito triste a realidade de líderes que estão caindo moralmente e de outros que estão se divorciando por incompatibilidade de gênios.

Os jovens e o futuro da igreja_Pr. Sylvio Macri

De alguns anos para cá tenho estado muito preocupado com a maneira com que os jovens se relacionarão com a igreja de Cristo no futuro. Algumas pesquisas têm sido feitas nesse sentido e mostram que cresce rapidamente o número de jovens que declaram não ter religião nenhuma. Cresce, também, o número de jovens que dizem ter religião mas não frequentam nenhuma igreja. Segundo o IBGE, os evangélicos que nasceram na fé mas não permaneceram nela, saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos isso significa cerca de 4 milhões de  pessoas.

Conversando com outros pastores, constatei problemas que  ocorrem com os jovens de praticamente todas as igrejas. Eis algumas destas constatações: 

1. Os jovens têm grande dificuldade de ser pontuais e assíduos às reuniões da igreja. Envolvidos em projetos pessoais, atividades de lazer, compromissos sociais, gastando tempo precioso em redes sociais, jogos digitais ou assistindo TV a cabo, ficam acordados até altas horas, vão dormir tarde. Por isso têm grande dificuldade manter seu compromisso com o Senhor, e não têm tempo para cultuar nem para serem instruídos na Palavra de Deus.