Família, criação de Deus

Não gosto muito dessa frase, por causa da palavra “projeto”, que passa um sentido de algo que está sendo experimentado, de um plano que pode falhar. Por isso prefiro dizer que a família é criação de Deus, algo acabado e perfeito.

De fato, foi Deus quem criou a família. Temos a tendência muito humana de achar que nós é que temos o poder de constituir, ou não, a nossa família, mas a verdade é que não existe nenhuma família verdadeira que não tenha sido constituída pelo próprio Deus. Nada podemos fazer sem ele.

Com a instituição da família, Deus não estava tentando fazer uma experiência com os seres humanos, um projeto que poderia dar certo ou não. Este é outro grande erro nosso: não podemos começar uma família contando com a possibilidade de dar errado. Pelo contrário, a Bíblia diz que a família é para a vida toda. Nada pode separar o que Deus ajuntou. Família é para dar certo.

Santidade na família, o grande desafio

O lar é o único lugar onde não podemos “usar máscaras”, isto é, onde não podemos enganar as pessoas, pois elas nos conhecem na intimidade. Nossos familiares nos conhecem como nós realmente somos e não apenas na nossa aparência. Por isso, o lar é o lugar em que a santificação se torna verdadeiramente um desafio.

Muitos “santarrões” aos olhos dos demais membros da igreja  são verdadeiros “demônios” aos olhos dos seus familiares. Muitos filhos de crentes, inclusive filhos de pastores e outros líderes, rebelam-se contra Deus, ou tornam-se indiferentes a Deus, por causa de pais que vivem uma falsa santidade. E essa situação agrava-se mais ainda quando os filhos vêem os pais sendo reconhecidos como “santos” pelo povo da igreja.

Muitos “santarrões” aos olhos dos demais membros da igreja  são verdadeiros “demônios” aos olhos dos seus familiares.

Por que razão devemos amar?

Esta é uma pergunta muito lógica. O texto é muito claro quanto ao fato de que Deus nos amou primeiro, v.19. Não fomos nós que buscamos a Deus, mas foi Ele que nos buscou em amor e graça, 2 Coríntios 5.18-20. Deus é amor. É a Sua natureza, v.8. Devemos nos amar mutuamente porque o amor é de Deus e é vivido por aqueles que nasceram de novo e conhecem a Deus, vv.7,8.

A prova maior do amor de Deus está no sacrifício de Seu Filho pelos nossos pecados, vv.9,10; João 3.16; Romanos 5.8. Com a intensidade do amor de Deus, devemos amar e perdoar uns aos outros, v.11.  Nós não vimos a Deus, mas Ele está em, por, sobre e entre nós à medida em que nos amamos, pois é perfeito o seu amor, v.12. Conhecemos que Ele está em nós porque nos deu o Seu Espírito, v.13. Um dos gomos do fruto do Espírito é o amor, Gálatas 5.22,23.

Igrejas também morrem

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. (Ap 2:5)

Onde estão as igrejas destinatárias das cartas de Jesus no livro de Apocalipse? Estão mortas. Onde estão as igrejas de Filipos, de Corinto, de Roma (a original) ou de Colossos? Estão mortas. Elas passaram. Alguém dirá: “Jesus não afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela?” Eu respondo: “Sim, contra ELA, não contra ELAS.” IGREJA no sentido de Corpo de Cristo triunfante, completo, somando crentes de todas as eras e de todas as línguas, jamais será vencida. Congregações locais, também IGREJAS, não. Estas estão sujeitas a morrer.

Elas morrem quando deixam de observar as Escrituras Sagradas. Não dão mais ouvidos aos ensinos bíblicos. Buscam mestres segundo as suas próprias preferências. Não querem ouvir todo o conselho de Deus; apenas aquilo que coincida com os seus parcos ideais. Introduzem o mundo na congregação, trocando a plataforma por palco, o poder por energia, conversão por adesão.

O certo do Senhor

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi a expressão “vai dar tudo certo” de tantos queridos que me abraçam e demonstram carinho ao tomarem conhecimento da cirurgia a que serei submetida em alguns dias. Eu agradeço e digo “amém” em resposta, pensando: que o “certo” de Deus aconteça e a vontade dele se cumpra!

Hoje, o que eu sei é que o “certo” de Deus é que eu faça essa cirurgia visando a retirada de um dos 9 angiomas cavernosos (cavernomas) presentes no meu cérebro, que sangrou há 6 anos e tem crescido significativamente durante esse período. Não aceitar submeter-me a essa cirurgia mediante clara indicação divina para fazê-lo seria simplesmente desobedecer – e assim escolher não cumprir o “certo” de Deus.

O que acontecerá – ou não – depois da cirurgia eu não sei, mas posso afirmar categoricamente que hoje, obedecendo o orientar do Criador, a criatura que esse texto escreve de fato vivenciará o “certo” divino.