ABL Juntos_ 72º Aniversário da ABL_PIB. Olaria_27/11/2018

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Dia da Bíblia e sua história

Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

Pesadelos

Sonhei que eu era Deus.

Acho que foi um pesadelo, porque logo me vi em dificuldades com tantas orações que chegavam, de muitos lugares, ao mesmo tempo, em vários idiomas.

Eu fui firme.

Logo, um moço alto, moreno, falando com muita desenvoltura, começou a orar. Ele me fez um monte de elogios, mas, logo em seguida, desenrolou uma lista interminável de pedidos. Ele pedia por si mesmo; no máximo, por um amigo próximo. Achei o rapaz muito egoísta e nem ouvi o resto.

Depois, outro rapaz, baixo e claro, um pouco barrigudo, me pediu para que eu o livrasse de uma situação em que se metera. Ele até reconheceu que errara e que estava na pior por sua culpa. Seu argumento foi terrível: "Sei não ouvi os conselhos que escutei. Eram todos repetidos e chatos. Mas eu sei que o Senhor é gracioso e te peço que, em nome de Jesus, o Senhor resolva este problema. Amém!". Não dei a mínima. Deixei as regras e ele as ignorou. Ou resolve ele mesmo ou aprende a me levar a sério.

A nossa vulnerabilidade e as consequências da queda moral_ Por Pr. Oswaldo Jacob

Na condição de líderes, somos vulneráveis como qualquer outra pessoa. Tiago, referindo-se ao profeta Elias, diz: “Elias, sujeito às mesmas paixões que nós”, sendo humano como nós, orou (5.17).  Desde a desobediência dos nossos pais no princípio da Criação, somos sujeitos à queda, a cairmos diante de qualquer tentação. A natureza humana que ainda está em nós trabalha diariamente contra o Espírito em nosso espírito para que não façamos a vontade de Deus (Gl 5.16,17). O rei Davi não suportou a pressão da sua carne ou natureza humana diante da sensualidade de Batseba. Creio que não foi simplesmente o primeiro olhar. Como precisamos ter cuidado com os nossos olhos, com a sua concupiscência e com a soberba da vida (1 João 2.16). Nós somos tentados a todo instante. O nosso inimigo é implacável e conhece muito bem as nossas fraquezas. Jesus disse que o diabo veio para matar, roubar e destruir (João 10.10). É muito triste a realidade de líderes que estão caindo moralmente e de outros que estão se divorciando por incompatibilidade de gênios.

Como seres humanos, somos vulneráveis diante da tentação. Só podemos vencê-las em Cristo, pois Nele somos mais que vencedores (Rm 8.37). O apóstolo Paulo testemunhou: “Trazendo sempre por toda a parte mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal” (2 Co 4.10).

Os jovens e o futuro da igreja_Por Pr. Sylvio Macri

De alguns anos para cá tenho estado muito preocupado com a maneira com que os jovens se relacionarão com a igreja de Cristo no futuro. Algumas pesquisas têm sido feitas nesse sentido e mostram que cresce rapidamente o número de jovens que declaram não ter religião nenhuma. Cresce, também, o número de jovens que dizem ter religião mas não frequentam nenhuma igreja. Segundo o IBGE, os evangélicos que nasceram na fé mas não permaneceram nela, saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos isso significa cerca de 4 milhões de  pessoas.

Conversando com outros pastores, constatei problemas que  ocorrem com os jovens de praticamente todas as igrejas. Eis algumas destas constatações: 

1. Os jovens têm grande dificuldade de ser pontuais e assíduos às reuniões da igreja. Envolvidos em projetos pessoais, atividades de lazer, compromissos sociais, gastando tempo precioso em redes sociais, jogos digitais ou assistindo TV a cabo, ficam acordados até altas horas, vão dormir tarde. Por isso têm grande dificuldade manter seu compromisso com o Senhor, e não têm tempo para cultuar nem para serem instruídos na Palavra de Deus.      

Bíblia mal compreendida, problema sério na vida_ Por Pr. Luiz Sayão

A maioria dos mais informados vai concordar que atravessamos um cenário complicado no evangelicalismo brasileiro. Todos sabem que a igreja cresceu demais nas últimas décadas, mas ela ainda busca um amadurecimento. Movimentos mais contextualizados e grupos voltados para a evangelização do país coloriram o cenário evangélico brasileiro nos últimos anos. Todavia, tanta euforia e eferverscência também é sinal de atenção. O fato é que a igreja precisa achar um ponto de equilíbrio entre quantidade e qualidade. Sem o estudo sério e fundamentado das Escrituras Sagradas teremos problemas insolúveis a curto prazo em nossa realidade protestante tupiniquim. Infelizmente, ainda há grupos em nosso contexto de fé que desprezam o preparo teológico, há outros que são tão estranhos que vivem na fronteira entre a categoria de seita e denominação. Há muito trabalho a ser feito para a consolidação de uma tradição evangélica autêntica no Brasil.

            Ninguém pode negar que essa tarefa de consolidação passa necessariamente pela referência máxima da cristandade e dos evangélicos: as Escrituras Sagradas. A compreensão da Bíblia é absolutamente fundamental para que se tenha uma igreja séria e cristãos espiritualmente saudáveis. Por incrível que pareça, o sinal de que nem tudo vai bem no cristianismo “tropical abençoado por Deus e bonito por natureza” é que há muitos textos lidos e enfatizados em nossa tradição evangélica que são malcompreendidos, gerando inclusive crises e problemas pessoais em muitos cristãos sérios e sinceros. Vejamos alguns exemplos.