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Mulheres e divórcio

Ás vezes criticamos os institutos de pesquisas brasileiros porque não nos fornecem dados acerca de determinados temas que nos interessam, mas quando temos não exploramos e nem nos debruçamos sobre eles e traçamos caminhos em nossos planos eclesiásticos.

Na área da família, por exemplo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – www.ibge.gov.br), órgão do governo, oferece, de quando em quando, dados que muito poderiam nos ajudar no trabalho com casais e famílias.

Veja por exemplo, alguns dados interessantes sobre o perfil das mulheres que se divorciaram ou se separaram judicialmente.

Estudando a tabela fornecida pelo IBGE sabemos que o percentual de dissolução conjugal atinge o seu ápice na casa dos 30 a 34 anos com uma taxa de 20,7%.


Outro detalhe importante: quando se quer saber quem toma a iniciativa nas separações não-concensuais, sabemos que 43% são requeridas pelos homens e 57% são requeridas pelas mulheres.

Em que nos ajudam os dados do IBGE?

Em primeiro lugar, a grande ajuda é no sentido de que esses números são da realidade brasileira. Não são de um outro povo, de uma outra cultura e de outra realidade sócio-cultural.

A segunda reflexão é a seguinte: Tomando por base uma mulher que se casa aos vinte e poucos anos (o maior índice) e com os dados que apontam a casa dos 30-34 anos como sendo, para as mulheres, o “triângulo das bermudas” do casamento, podemos chegar à conclusão que realmente os primeiros dez anos é o período que acontece o maior número de divórcios e separações. O que isso tem a ver com o trabalho de casais? É simples: devemos como igreja reforçar nossas baterias e ministrar com mais intensidade a casais que estão nessa fase delicada da vida conjugal.

No ciclo familiar, é aquele período em que os casais estão se entregando de corpo e alma à vida profissional e esquecem de investir no casamento. Uma época em que os filhos já nasceram e muitas vezes corre-se o erro de investir mais tempo com os filhos, que também é preciso, mas por outro lado esquecem da própria relação conjugal.

Por último, devemos mostrar aos maridos que eles precisam saber que as mulheres mudaram. Sem entrar na discussão das conseqüências das mudanças, os maridos precisam estar conscientes de que suas esposas não são mais parecidas com suas mães. A mulher está em busca de suas realizações pessoais, emocionais, sexuais e muito mais! Por isso é importante trabalhar essas questões com os casais, especialmente com os homens.

Às vezes achamos que os americanos são neuróticos por pesquisas, mas de uma certa maneira estão certos. Se nós déssemos mais atenção às pesquisas, com certeza erraríamos menos em nossa vida pessoal e em nossos trabalhos eclesiásticos.

Os dados do IBGE nos ajudam como igreja e como pessoas, especialmente para aquelas que estão vivendo os seus primeiros dez anos de casamento. O alerta que fica é: trabalhe, cresça profissionalmente, mas não esqueça sua família e especialmente do seu casamento. Invista tempo para estar junto de seu cônjuge, procure conquistar seu cônjuge todos os dias e, acima de tudo, incluam Deus na vida conjugal.

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Por: Gilson Bifano
Fonte: http://www.clickfamilia.org.br