ABL Juntos_Outubro 2018

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Submissão a Cristo é morrer e viver com ele

“O que nos motiva é o amor de Cristo, porque concluímos que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Coríntios 5.14,15).

A teologia de Paulo a respeito da vida cristã baseia-se em três grandes princípios, que descreveremos brevemente a seguir.

1. Cristo morreu na cruz para salvar os pecadores e aqueles que o aceitam e crêem nele como Salvador, juntam-se a ele nessa mesma morte – se um morreu por todos, logo todos morreram. Como ele diz na Carta aos Gálatas: “Longe de mim esteja orgulhar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl.6.15). E na Carta aos Colossenses: “Pois morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Cl.3.3).

2. A partir do momento em que nos ligamos a Cristo pela fé somos transformados em novas criaturas. No dizer de 2 Coríntios 5.17, somos criados de novo: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura (ou criação).” Na linguagem de Efésios 2.6 e Colossenses 3.1, fomos “ressuscitados com Cristo”. Em ambos os casos o sentido é simbólico e quer dizer que morreu aquela velha pessoa que nós éramos antes de aceitar a Cristo, e agora temos uma nova vida nele. Foi para isso que ele morreu e ressuscitou, para que vivamos com ele, por ele e para ele.
Essa nova vida não somos nós que a vivemos, é ele que a vive em nós (Gl.2.20).

3. A partir do nosso novo nascimento em Cristo, por meio do Espírito de Deus, recebemos esse mesmo Espírito “a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus.” (1Co.2.12). Agora “nós temos a mente de Cristo” (1Co.2.16). Nossa maneira de ver o mundo, nossa filosofia de vida, nossos padrões de comportamento mudaram. Não pensamos e agimos mais por “padrões humanos” (2.Co.5.16), por isso essa nova maneira de viver pode parecer absurda aos que não pertencem a Cristo, pois “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois lhe são absurdas” (1Co.2.14).

Morrer e viver com Cristo, e ter a mente controlada pelo Espírito de Cristo, evidentemente torna-nos submissos a ele, mas isto é algo que precisa ser praticado todos os dias, é nossa luta diária. Por essa razão, Paulo recomendou aos colossenses: “Portanto, matem os desejos deste mundo que agem em vocês.” (Cl.3.5). 

Precisamos sepultar diariamente a velha pessoa que mora em nós, para que Cristo governe livremente nossas vidas.


Pr. Sylvio Macri
Pastor da IB Central de Oswaldo Cruz-RJ